Empreendedorismo – Parte 1

Muitos posts deste blog surgem de conversas que tenho, muitas vezes aleatórias, com pessoas que participam ou participaram de certa forma de algum projeto meu. Seja profissional (ex colegas de trabalho, funcionários…) ou até mesmo pessoal (amigos, por exemplo). Esse aqui será para responder uma pergunta que surgiu ontem: mas então, o que é empreender para você? Colocando no contexto: estávamos discutindo sobre ser ou não vantajoso criar o próprio negócio e também sobre o significado desse tema que está muito na moda: empreendedorismo.

Sempre gosto de dissociar o meu conceito do clássico posto por Joseph A. Schumpeter, no livro “Capitalismo, socialismo e democracia”, publicado em 1942, associando o empreendedor ao desenvolvimento econômico.  Segundo ele, o sistema capitalista tem como característica inerente uma força denominada de processo de destruição criativa, fundamentando-se no princípio que reside no desenvolvimento de novos produtos, novos métodos de produção e novos mercados; em síntese, trata-se de destruir o velho para se criar o novo. Pela definição de Schumpeter, o agente básico desse processo de destruição criativa está na figura do que ele considera como o empreendedor, estando assim, diretamente associado à inovação.

Bom, daí já podemos sugerir que: empreender não é “criar uma empresa”. Como o próprio significado da palavra diz, empreender é tentar, decidir realizar, por em execução. Logo, “empreendedorismo” trata-se da iniciativa de implementar mudanças, decidir fazer diferente ou apenas tentar fazer algo que mude algo. Escrever esse blog, por exemplo, é um ato de empreender. Mesmo que aqui seja apenas um canal para colocar as minhas ideias e a minha base de conhecimento, eu uso o meu tempo e a minha criatividade para escrever. Portanto, é importante que dissociemos o empreendedorismo da criação de uma empresa. O nascimento de um CNPJ pode ser tomado como uma consequência do ato de empreender.

Para o SEBRAE, todos os contatos e referências que um determinado indivíduo tem no decorrer da vida irão influenciar diretamente no nível de empreendedorismo do mesmo, já que um empreendedor é um ser social e que deseja mudanças no status quo do seu meio. E também elenca 4 características peculiares encontradas nos diversos perfis de empreendedores. São elas:

Otimismo: não confunda otimista com sonhador. O otimista sempre espera o melhor e acredita que tudo vai dar certo no final, mas faz de tudo para chegar aos seus objetivos. Isso inclui, claro, mudanças em seu negócio. Já o sonhador não enxerga riscos, e mesmo que seu negócio esteja falindo, continua fazendo a mesma coisa por acreditar cegamente que basta sonhar para realizar.

Autoconfiança: acreditar em si mesmo é fundamental para valorizar seus próprios talentos e defender suas opiniões. Assim, esse tipo de empreendedor costuma arriscar mais.

Coragem: sem temer fracasso e rejeição, um empreendedor faz tudo o que for necessário para ser bem sucedido. Essa característica não impede que sejam cautelosos e precavidos contra o risco, mas os faz entender a possibilidade de falhar.

Persistência e resiliência: motivado, convicto e entusiasmado, um bom empreendedor pode resistir a todos os obstáculos até que as coisas finalmente entrem nos eixos. Ele não desiste facilmente, supera desafios e segue até o fim, sempre perseverante.

Como é um assunto longo, farei posteriormente outros posts para continuar a exposição das minhas ideias sobre o assunto e trazendo outros conceitos.

REFERÊNCIAS deste post:

Empreendedorismo – parte 2

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